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quarta-feira, 19 de março de 2014

EP Contracorrente na FolkWorld

Contracorrente "Contracorrente"
d'Orfeu, 2014
Fünf Lieder des Widerstands haben die portugiesischen Musiker unter dem Begriff Contracorrente (Gegenstrom) gestellt. Mit Widerstandsliedern kann man heute sicher ganze Compilations füllen, doch der Band genügen fünf aussagekräftige Lieder, um das Thema ausreichend zu präsentierten. Sie beginnen mit dem Lied "El derecho de Vivir en Paz" des chilenischen Gitarristen Victor Jara. "A morte saiu à rua" des portugiesischen Fadosängers José Afonso folgt in einer sehr schönen Version, die der von Cristina Branco auf ihrer dem Künstler gewidmeten CD "Abril" sehr nahe kommt. Als politischer Künstler verstand sich ebenfalls der Baske Mikel Laboa, dessen Lied "Txoria Txori" als Drittes folgt. Selbstverständlich darf ein Beitrag der Argentinierin Mercedes Sosa nicht fehlen. Hier ist es "Cancion del Derrumbe Indio". Den Abschluss macht "Marié Alta" von Sergio Godinho, der noch heute 40 Jahre nach der Nelkenrevolution vom 25. April 1974 sehr beliebt ist. Die CD zeigt, dass Lieder des Widerstandes nicht ausschließlich im Stil eines Kampfmarsches gesungen werden müssen.

© Karsten Rube

FolkWorld | Março 2014 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Resistir com os Contracorrente

contracorrente
Dos palcos para o disco, numa curta mas intensa homenagem à música de intervenção e aos seus autores. É assim o disco de estreia dos Contracorrente, um EP homónimo lançado em fins de 2013 com  selo da d’Eurídice. Um disco que traz para a actualidade nomes e sons da resistência, da liberdade, temas como “A morte saiu à rua” de José Afonso, “Maré Alta” de Sérgio Godinho, “Txoria Txori” do basco Mikel Laboa, “Canción del Derrumbe Índio” do argentino Fernando Figueredo Iramain e “El derecho de vivir” do chileno Victor Jara. Mas não se trata de uma mera recordação, é antes a assumpção da intemporalidade destes cinco temas e das realidades que abordam. Como tudo continua a fazer sentido. Mais ainda quando se sente a entrega e a sinceridade com que o grupo formado por  Sara Vidal (voz), Miguel Calhaz (contrabaixo), Gil Abrantes (saxofone), André Cardoso (guitarra), Rui Silva (percussão) e Manuel Maio (bandolim, violino e direcção musical) se entrega à música. Dos palcos para o disco, com talento, numa intensidade que se mantém intacta. É hora de resistir com os Contracorrente na alma.

Blog A Trompa | 29 Janeiro 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

CONTRACORRENTE | Discurso Direto

Dos palcos para o disco, Contracorrente lançou no final de 2013 o seu primeiro registo discográfico, sob a chancela da d'Eurídice. O espectáculo da d'Orfeu faz homenagem à música de intervenção mundial, reunindo no seu primeiro EP homónimo cinco emblemáticas músicas, incluindo o tema "A morte saiu à rua". Hoje a "remar contracorente", é minha convidada Sara Vidal, a voz do projecto Contracorrente.
Portugal Rebelde - A edição do EP “Contracorrente” tem como objetivo primordial resgatar da memória e reivindicar para a atualidade algumas das músicas e vozes da resistência que marcaram a História do séc. XX?
Sara Vodal - O EP é apenas uma pequena amostra do espectáculo Contracorrente, que nasceu no seio da d'Orfeu Associação Cultural com um impulso muito conceptual sobre a actualidade da música de intervenção mundial, não somente portuguesa. Há essa preocupação de resgatar a memória histórica através das músicas que tocamos e de fazermos uma homenagem aos seus compositores e cantores, mas paralelamente inspiram-nos a reflectir como ainda hoje elas fazem sentido, isto é, têm mensagens e reinvindicações muito actuais.

PR - “A morte saiu à rua”, um original de José Afonso é um dos 5 temas que compõe este disco. Em 2013 esta canção foi galardoada com o Prémio Adriano Correia de Oliveira no Festival Cantar Abril, atribuído à melhor recriação de canções de resistência. Quer falar-nos um pouco da importância desta canção para o coletivo Contracorrente?
SV - O reportório de Contracorrente foi concebido como uma viagem por vários países, culturas e idiomas, em que cada tema aborda um determinado conceito, como a Liberdade, o direito das Mulheres, a ditadura, a luta dos povos indígenas, entre outros. No caso da música “A morte saiu à rua”, é uma evocação a todas as vítimas do regime salazarista, porque fala concretamente sobre o pintor José Dias Coelho, que foi assassinada pela PIDE a 19 de Dezembro de 1961. O nosso arranjo também faz uma pequena ponte com o “Cantar Alentejano”, recordando Catarina Eufémia, também ela assassinada pelas forças do regime fascista. Então, por toda esta carga simbólica e a mensagem que lhe é inerente, é um tema que tem uma força particular.

PR - Podemos afirmar que o EP “Contracorrente” é um “manifesto” de que ainda hoje, resistir é uma forma de existir?
SV - Sem querer ser um panfleto partidário, pretendemos despertar essa ideia de que todos nós somos partícipes da nossa sociedade e que também temos a responsabilidade de mudar as coisas para melhor. Se queremos salvaguardar os nossos direitos, temos a obrigação de não calar as injustiças, de sermos solidários e de trabalharmos em conjunto para encontrar soluções. Não basta criticar os políticos nas conversas de café e não pode ser o “salve-se quem puder”.

PR - Odete Ferreira, escreve no press release deste EP, que “cantiga é mina que mata. É remo contracorrente”. É mesmo assim?
SV - O poema (lindíssimo!) de Odete Ferreira retrata muito bem o espírito de Contracorrente e, sem dúvida, que a cantiga, a música, é um veículo de expressão com muita força, através do qual podemos denunciar, criticar, reinvindicar ou mesmo enaltecer muitas situações. Se durante os regimes fascistas do século passado havia a necessidade de o fazer mais subtilmente, hoje em dia podemos fazê-lo de forma mais directa, mas sempre sem perder esse poder comunicativo que a cantiga tem.

PR - Para terminar, depois da edição deste disco, podemos esperar que continuem a remar contracorrente?
SV - Acima de tudo, esperamos que venha uma maré alta de prosperidade e justiça social, mas certamente que continuaremos a remar e a recriar novas músicas. Quem quiser juntar-se à tripulação, pode acompanhar-nos na nossa página web www.dorfeu.pt/contracorrente.
 
Portugal Rebelde | 18 Janeiro 2014

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Contracorrente na RDP internacional

Contracorrente em destaque na RDP internacional por ganhar o Prémio Adriano Correia de Oliveira 2013.

RDP internacional | 3 Maio 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entrevista Contracorrente na RUA

Entrevista a Sara Vidal na Rádio Universitária do Algarve sobre concerto "Contracorrente" em Tavira.

RUA | 24 Abril 2013